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Shuten
Doji, ou o Espírito do Vinho, era o chefe de um grupo de bandidos que assolava
a região de Quioto, roubando e raptando mulheres e raparigas, para depois se
refugiarem numa fortaleza inexpugnável na montanha.
Assustada,
a população recorreu ao Imperador, pedindo protecção. Para
por termo à situação o Imperador enviou um seu general, Minamoto-no-Raiko,
que escolheu um pequeno grupo de guerreiros, entre os quais se contava
Kintaro (que havia tomado o nome de Sakata Kintoki).
Disfarçados
de sacerdotes puseram-se a caminho. Encontram primeiro uma mulher
que lhes indicou o caminho para a fortaleza e, mais tarde, um velho, que
era na realidade um deus disfarçado. Este disse-lhes que uma vez
entrados na fortaleza seriam convidados para um banquete onde lhes seria
oferecido vinho, que não poderiam beber em circunstância alguma.
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Yoshitoshi,
1876 |
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Tamamura,
c.1923 |
Quando
chegaram à fortaleza foram conduzidos por um grupo de bandidos até um
salão onde os esperava um jovem bem parecido que os acolheu de forma
graciosa e ordenou que fosse preparado um banquete em sua honra. Os
homens ficaram impressionados, duvidando mesmo se estariam no antro de
bandidos que procuravam. No entanto seguiram o conselho que haviam
recebido, e durante o banquete fingiram beber enquanto despejavam
de forma dissimulada os seus copos.
O
banquete durou várias horas, mas finalmente o anfitrião
adormeceu. Já preparados, Minamoto-no-Raiko e os seus
acompanhantes aproximaram-se dele para o dominarem quando, subitamente,
ele se transformou num horrendo e gigantesco demónio. Seguiu-se uma
luta terrível, mas a determinação e a coragem do grupo de guerreiros
prevaleceu, e eles acabaram por derrotar o demónio. que mataram,
conseguindo também capturar os seus seguidores, libertar as mulheres e
raparigas raptadas, e recuperar os tesouros roubados.
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A
história de Shuten Doji, um tema recorrente na tradição Ukiyo-e, baseia-se em,
e romanceia, factos verídicos que se passaram no século X.
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